Hoje Ceci resolveu brincar com as letras móveis que temos em casa e é claro que eu aproveitei para trazer algumas propostas. Ela queria sortear letras, então eu sugeri que ela sorteasse e escrevesse uma palavra que começasse com a letra sorteada.

Foi uma atividade simples, mas longa e bem boa, em que ela teve a chance de pensar sobre a escrita e começar a conseguir ler decodificando, coisa que não conseguia fazer antes por conta da etapa em que estava.

A questão que eu quero deixar aqui para vocês é: será que a gente só trabalha a leitura por meio da decodificação? Pelo que vejo por aí a maior parte das práticas de leitura em sala de aula durante o processo de alfabetização são centradas apenas nisso e não levam em consideração o que a criança pensa no momento sobre o sistema de escrita (as hipóteses psicogenéticas).

Daí emergem dois pontos importantes: existe um momento certo em que a criança, por meio das conceitualizações e reconceitualizações que faz, passa a trazer a capacidade de decodificação para o momento da leitura, mas, antes disso podemos, e devemos, trabalhar outras capacidades e estratégias de leitura, que são tão importantes quanto a decodificação. É o famoso #lerantesdesaberler !

Quer saber mais sobre o assunto? Faremos a primeira edição do nosso curso presencial sobre alfabetização para professores, pois um assunto como este não dá para ficar preso nos posts! Em breve divulgaremos o local e a data!

Link para assistir ao vídeo no Youtube

Publicado por:brunapacardoso

Pedagoga formada pela USP, psicopedagoga pelo Instituto Sedes Sapientiae e especialista em alfabetização pelo ISE Vera Cruz. Autora do livro “Práticas de linguagem oral e escrita na Educação Infantil” - aprovado pelo PNBE do professor 2013. Trabalhou durante 12 anos em escola como professora e coordenadora pedagógica e hoje está à frente do Ler o Mundo, plataforma com curso para mães, pais e educadores.

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