Sobre alfabetização e a escrita do próprio nome

No mês passado Ceci conseguiu pela primeira vez escrever convencionalmente seu nome. Foi o maior esforço, afinal ela tem um nome difícil.

E ela sempre teve seu tempo respeitado. Quis escrever seu nome “do jeito certo”, pediu uma plaquinha para copiar, ficou treinando.

Ontem, veio toda feliz: “escrevi o meu nome sem copiar!”. Quis escrever o nome no estojo novo, pra todo mundo na escola saber que o estojo é dela, porque escrita tem que ter função. Um grande desafio para ela neste processo foi a organização: o nome tem letras repetidas, letras que se parecem, que seguem uma ordem, o C tem uma posição específica, de lado, diferente do que ela fazia. Agora ela escreve seu nome em todo lugar, Ceci, ou Cecilia. Quis escrever na areia e ficou um tempo fazendo isso, em vários lugares no parquinho. Escreveu grande, pequeno, com contorno, com desenho.

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Coincidentemente, ontem Ceci e Matteo resolveram tentar aprender a pular corda. Eu sempre adorei ensinar crianças a pular corda, é um baita desafio e o aprendizado que passa pelo corpo inteiro faz muito mais sentido.

Da mesma maneira que acontece com a escrita, pular corda envolve muita organização. É preciso conseguir se organizar no espaço, seguir com o corpo um ritmo que geralmente vem acompanhado por uma parlenda, pular na hora certa, na altura certa!

Acredito que a aprendizagem precisa passar pelo corpo todo e, assim, relacionando as diferentes experiências, as crianças crescem e se desenvolvem.

Porque o ser humano é integral e a aprendizagem também precisa ser.

 

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