
A origem dos contos de fadas
Quem não gosta de uma história cheia de emoção, aventura, medo e coragem? Todo mundo gosta! Por isso os contos de fadas continuam fazendo tanto sucesso, ano após ano, geração após geração. É impressionante como todo mundo conhece (ou pelo menos já ouviu falar) aquelas histórias famosas que circulam por aí há tanto tempo: Cinderela, Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho e tantas outras.
De onde vieram os contos de fadas?
De fato, os contos de fadas são histórias muito emocionantes, mas o curioso é que a história dessas histórias também é muito legal, você sabe de onde eles vieram? Provavelmente você não sabe! Nem eu! É impossível saber exatamente a origem dos contos de fadas, porque eles são muito antigos, muito mesmo, e bem antes de serem escritos e publicados em livros, faziam parte da tradição oral de vários países da Europa, ou seja, eram contados dentro das casas, nos palácios, nas ruas ou em qualquer lugar. Assim, eles foram passando de geração para geração, por séculos e séculos, até que começaram a ser registrados.
Por isso, é muito difícil saber qual é a versão original dos contos – essa informação acabou se perdendo pelo tempo. Os contos de fadas tidos como originais costumam ser aqueles que foram registrados pela primeira vez – e esses registros são resultados de muita pesquisa e escuta por parte dos autores. Aliás, esses contos foram escritos pela primeira vez por diferentes autores europeus, que registravam os contos tradicionais, mas também inventaram suas próprias histórias.
Os principais deles foram:
- Charles Perrault, francês que nasceu em 1628 e escreveu O pequeno polegar, O gato de botas, entre outros.
- Os irmãos Grimm (Jacob e Wilhelm), alemães que nasceram na década de 1780 e escreveram Rapunzel, Cinderela, Branca de Neve, entre outros.
- Hans Christian Andersen, dinamarquês que nasceu em 1805 e escreveu A pequena sereia, O patinho feio, entre outros.
Para quem os contos de fadas foram inventados?
É interessante dizer que essas histórias não eram contadas exatamente para crianças – na verdade, eram narrativas que traziam diversos aspectos da vida da época e, muitas vezes, eram contadas para ensinar algo a alguém. Aliás, há uma informação importante sobre as crianças que precisamos esclarecer: nem sempre a infância foi entendida como é hoje. Houve um tempo em que acreditava-se que as crianças eram mini-adultos, portanto, as coisas não eram feitas especialmente para elas.
Os contos de fadas, que eram feitos para os adultos (o que incluía os mini-adultos), tinham temas que faziam parte de suas vidas. Muitas vezes, esses temas eram trágicos, sangrentos, tristes – mas a vida também era, então fazia sentido. Muitas vezes, também, os contos eram contados para abordar algum assunto que fazia parte das preocupações da época, como a Chapeuzinho Vermelho, que mandava um recado para que as mocinhas ficassem atentas para não correr perigo ao andar por aí.
As mudanças dos contos ao longo do tempo
Como você deve estar imaginando, os contos de fadas sofreram muitas mudanças ao longo do tempo. Isso aconteceu porque a vida muda o tempo todo, as pessoas passam a ter crenças, preocupações e necessidades diferentes conforme o tempo vai passando. Assim, as histórias também foram mudando e se adaptando às diferentes épocas e também aos diferentes lugares, porque esses contos acabaram ficando conhecidos no mundo todo e cada país tem a sua cultura.
Algo interessante também é que o conceito de infância foi mudando e as pessoas foram entendendo, aos poucos, que crianças não são mini-adultos e têm suas próprias necessidades. Dessa maneira, muitos contos foram adaptados para crianças e diversas passagens mudaram completamente – muitos daqueles temas sangrentos e cruéis ficaram mais suaves, mas nunca deixou de existir o clássico maniqueísmo que faz parte de suas tramas, ou seja, a luta do bem contra o mal.
Algumas versões, inclusive, exageraram nessa adaptação e deixaram as histórias muito diferentes, como é o caso dos filmes produzidos pela Disney há mais de 50 anos, numa época em que se acreditava que as crianças não deveriam ter contato com determinados assuntos.
Como posso ler os contos de fadas hoje em dia?
Atualmente, a gente consegue ter acesso a diversas adaptações e versões dos contos – desde aqueles primeiros registros até as adaptações mais recentes, que são contadas de diferentes maneiras, como os livros de narrativa visual, nos quais não há palavras e só imagens. Nossa sugestão é que você conheça diferentes adaptações e versões dos contos de fadas, para entender como foram mudando e também como os leitores têm um papel importante para que eles continuem vivos, em transformação, circulando em nossas casas, nossas escolas e nossas conversas.
Agora que você já sabe a origem dos contos de fadas, quer conhecer dois deles muito legais?
Na Plataforma Ler o Mundo temos uma seção só com histórias para ler o mundo, em texto e áudio! Para escutar ou ler, basta fazer o cadastro gratuito!
Indicações literárias

Agora que você já sabe a origem dos contos de fadas, quer sugestões de livros bacanas?
Textos originais:
Branca de Neve, dos Irmãos Grimm, ilustrado por A. Archipowa, Editora Ática
grimm, contos maravilhosos infantis e domésticos, tradução de Chistine Rohrig, Editora 34.
Livro de Histórias, de Georgie Adams, ilustrado por Peter Utton, Editora Companhia das Letrinhas
Releituras:
A cozinha encantada dos Contos de Fada, de Katia Canton, Editora Companhia das Letrinhas
A princesa e o sapo, recontado por Will Eisner, Editora Companhia das Letras
Chapeuzinho Vermelho, de Lola Moral, ilustrações de Sergio García Sánchez, Editora Sesi-SP
